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E então, qual é a sua missão? PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Rafael Francisco Antoniolli   
17-Jul-2008

20 de janeiro de 2009. Dia da posse do novo presidente dos Estados Unidos.

A cada eleição americana é comum a reflexão do mundo acerca de como as coisas estão acontecendo, que tipos de valores são vivenciados e, principalmente, como será o futuro de todos nós.

 

Estarei com 24 anos recém feitos. Acredito que esta será a primeira eleição americana onde já terei argumentos suficientes para dizer se isso que ta aí é certo ou é errado para mim.

Quando eu era guri, adorava jogar WAR com meu pai e minha irmã. Ficava encantado com os territórios a serem conquistados, com a complexidade das missões e a sorte de ganhar ou perder no dado do meu adversário.

Fazendo uma vinculação com o WAR real e atual de 2008, a potência mãe chamada Estados Unidos da América – o maior mercado consumidor do mundo – ganhou novos adversários neste jogo.

Estes adversários são provenientes de um misto de fatores que a própria gestão George W. Bush criou. Mas há uma diferença. Não se trata de algum território ou um continente a ser conquistado como aprendi jogando WAR. São, na verdade, regimes políticos com um forte viés religioso embutido neste Coquetel Molotov prestes a explodir.

O engraçado nesta estória é que os Estados Unidos sempre se orgulhou de possuir uma democracia plena e de direitos estabelecidos para todos na sua sociedade – não vou discutir aqui se o modelo para o cidadão americano é certo ou errado. Agora, ao “coibir” os excessos dos outros, criou um “vilão” que acredito ser muito difícil de suprimir se uma nova forma de fazer política não aparecer.

Por que estou dizendo isso?

* 11/set/2001: Começo da “Guerra contra o Terror”.

* 20/mar/2003: Invasão do Iraque. Busca pelas armas de destruição em massa que o governo iraquiano teria em estoque.

* 24/mar/2004: George W. Bush fala para jornalistas americanos que não sabe se há armas nucleares fabricadas no Iraque.


Bullshit!


Para refrescar o meu posicionamento, lanço dados divulgados no mês passado pelo órgão sueco Instituto Internacional de Estudos pela Paz – SIPRI. É de impressionar como a avareza humana transformou as nossas relações, e o gasto com a indústria armamentista é um reflexo direto disto.

Dos 1.339 trilhões de dólares gastos nesta indústria em 2007, os EUA correspondem com 45% desse montante. Ou seja, 547 bilhões.

Em 16/out do ano passado a ONU divulgou o relatório do Dia Mundial da Alimentação. 854 milhões de pessoas vivem sem o básico para se alimentar diariamente, ou seja, passam fome.

Convido o leitor FYI a fazer uma reflexão acerca dos 2 parágrafos anteriores.

. . . . . .


. . . . . .

Se Karl Marx colocou em sua obra que o Capitalismo vive da destruição das forças produtivas, este é o melhor exemplo. Por isso que afirmo aqui, leitores, que as guerras são um excelente negócio para a economia mundial – em especial para quem move ela.

Para finalizar, deixo claro o que quero pra mim quando Barack Obama ou John McCain assumirem a presidência americana no ano que vem. Em minha opinião, democracia e paz só vêm uma vez que o cidadão tem garantido um mínimo de segurança básica. Isso só é possível respeitando o “quadrado” do outro.

Exemplo pra isso? Coréia do Norte e Líbano. O ponta-pé inicial de uma "Coexistência Pacífica" com esses países já foi dado.

Porém, se o negócio for continuar a fazer guerra, vamos jogar WAR!


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Comentarios (1)Add Comment
...
escrito por Juliana Antoniolli, julho 17, 2008
E jogávamos WAR! E de pensar que o jogo foi criado por nada mais nada menos que Oded Grajew, hoje então presidente do conselho deliberativo do Instituto Ethos - conhecida organização social voltada para a ética e sustentabilidade nas gestões empresariais.

Mas voltando ao foco do texto, é como discutimos ontem: doenças, guerras e catástrofes são excelente fonte de renda e lucro (muito lucro) para inúmeras empresas. Indústria farmacêutica, bélica, petrolífera... os interesses interferem em políticas de prevenção e preservação e, obviamente, em acordos de paz.

Este é o "lado negro da força" do ser humano.

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