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O Direito de Ser Pobre PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Carlos Henrique Lolatto   
18-Out-2008

Em uma aula da faculdade no semestre passado meu professor de finanças internacionais comentou sobre um artigo escrito por um jornalista estrangeiro falando sobre a estatização das refinarias da Petrobrás pelo governo Boliviano. O título do artigo era mais ou menos "O direito de permanecer pobre", refletindo a política burra do governo boliviano de espantar investimentos que poderiam gerar empregos e riqueza para o seu país.

Infelizmente não me lembro quem foi que escreveu o artigo, e também não achei o artigo no Google, mas o contexto e a idéia do texto é aplicável ao cenário político presente nos países hermanos. As políticas populistas e anti-democráticas começaram com o presidente Chávez na Venezuela que é o caso mais extremo dentre os países vizinhos. Rapidamente, este estilo de política se espalhou de uma maneira até assustadora na América Latina. Há pouco tempo Equador e Colômbia estiveram a beira de começar um conflito armado. O Paraguai queria renegociar o pagamento da energia vendida para o Brasil na Usina de Itaipú, cujo contrato atual termina em 2023. E no caso mais recente, o governo do Equador expulsou a empresa brasileira Odebrecht do país - responsável pela construção de uma usina hidrelétrica no Equador.

Essa série de políticas populistas parece ter contaminado os governos latino-americanos a inventarem situações que geram somente conflitos em seus próprios países e com os países vizinhos. Se os governantes dos países citados fossem pelo menos razoáveis - não bons, somente razoáveis - e soubessam o valor que uma política democrática tem para o desenvolvimento não estaríamos presenciando essa onda de políticas populistas causadora de conflitos e de divisões sociais. Realmente, estes países parecem optar pelo direito de permanecer pobre. Pegando o caso da Venezuela, desde que Hugo Chávez assumiu a presidência o seu governo têm centralizado cada vez mais o poder, fechou uma rede de televisão local e começou a estatizar empresas (vide o exemplo da empresa mexicana de cimentos Cemex). O congelamento dos preços também foi outra política que só teve efeitos negativos, e o maior prejudicado foi o próprio povo que não encontrava nos mercados produtos básicos para sua subsistência.

Por essa série de políticas, e principalmente riscos políticos, Venezuela, Bolívia e companhia acabam espantando investimentos que poderiam acelerar o seu desenvolvimento e ajudar a tirar boa parte da população da pobreza. Entretanto, os governantes parecem cegar seus olhos para o mundo e tomando decisões unilaterais prejudicam a si mesmos.


Se alguém tiver lido ou escutado sobre o texto que citei no primeiro parágrafo, sinta-se a vontade para compartilhá-lo com o blog.

 


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Comentarios (2)Add Comment
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escrito por Cláudio Souza, outubro 18, 2008
Acredito que sempre haverá regimes de contraponto a ordem política existente do mundo. O problema é quando esses regimes, que são restritivos a liberdade civil, resolvem opinar e intervir onde não se tem nada a fazer. Hugo Chavez foi assim na questão Colômbia-Equador recentemente.
Restrição econômica e diálogo. Só assim se consegue um entendimento entre as partes. Um bom exemplo é a Coreia do Norte, que interrompeu seu programa nuclear.
...
escrito por Kléber Garcia, outubro 18, 2008
Podíamos começar a estatizar as estrangeiras aqui no Brasil também!! Fora Bush...

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