| Qual é o problema com as operadoras de telefonia? Uma análise do descaso |
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| Escrito por Felipe Besouchet | |
| 08-Jul-2008 | |
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Resolvi escrever aqui uma crítica e acredito que minha opinião deva ser compartilhada pela imensa maioria das pessoas que utilizam celular. Estes dias eu estava assistindo uma aula sobre gestão de clientes e o professor pediu para que relatássemos experiências negativas que tivemos como clientes. Para resumir a estória, praticamente todos problemas relatados envolviam serviços de telefonia móvel. Particularmente não conheço nenhuma pessoa que tenha só elogios a fazer as empresas do setor. A minha experiência então é lamentável. Já fui cliente de 3 operadoras de telefonia móvel. Meu histórico conta com passagem pela Claro, Tim e Brasil Telecom... das disponíveis no RS só faltou a Vivo.É incrível como uma empresa consegue superar a outra no quesito descaso... não sei dizer qual é a pior. É verdade que não é fácil lidar com milhões de clientes, mas o que as pessoas buscam não é um atendimento VIP e nem nada de especial. Um simples atendimento eficiente e rápido na hora de resolver os problemas já estaria de bom tamanho. Não vou aqui ficar relatando os problemas que tive, pois isto todos nós estamos cansados de ouvir. A grande questão que eu frequentemente me questiono é qual é o problema com as operadoras de telefonia móvel? Será que os gestores destas empresas só pensam em novas habilitações de novas linhas? Será que estas empresas não enxergam a insatisfação daqueles que já estão em sua base de clientes? Ou será que é mais rentável deixar o cliente insatisfeito do que tratá-lo com respeito e atenção? Talvez um "mix" de todas as opções citadas acima possa formar uma justificativa cabível para o desastre que é o CRM destas empresas. Mas, em minha opinião, o que mais influencia é o fator rentabilidade. Na ponta do lápis, não compensa gastar mais para atender melhor os clientes. Além disto, como todas as empresas são insatisfatórias neste ponto, o mau atendimento e a má relação com a base de clientes deixam de ser desvantagens competitivas. Outro problema é que o setor é "oligopolizado". Por exigir altos investimentos e um alto grau de especialização técnica, as empresas existentes hoje no mercado estão razoavelmente protegidas por altas barreiras para novos entrantes. Por isso as empresas ficam nesta inércia inerente ao setor, que está entre os recordistas de churn (rotatividade). A única empresa de celular que eu conheci, e posso citar como exemplo no atendimento e relação com os clientes, era a Telet (antiga Claro RS). Entretanto estas empresas não conseguiram associar seu modelo de negócios à larga escala, e acabaram sendo engolidas ou "fundidas" com outras. Definitivamente qualidade, rentabilidade e escalabilidade não andam de mãos dadas no setor. As novas regras criadas pela ANATEL no início de 2008 devem impactar positivamente na qualidade do atendimento e dar uma pequena folga ao consumidor. Entretanto, honestamente não acredito que esta tortuosa relação entre cliente e operadora vá melhorar muito a curto prazo. A solução pelo jeito é tomar muito chá de camomila. Para encerrar, deixo uma reflexão através de uma frase dita por Peter Drucker : "É o cliente quem determina o que é o negócio, o que ele produz, e se ele irá prosperar". Se o falecido Guru estiver certo, o cliente brasileiro é masoquista!
Abaixo um vídeo muito interessante que ironiza a forma como as operadoras costumam tratar seus clientes:
Comentarios (3)
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escrito por Tiago Sommacal, julho 11, 2008
Besouchet, a solução pra esse problema é competição, concorrência. Quem é o "louco" que vai criar a operadora de telefonia que respeita o cliente? Quem vai aproveitar essa oportunidade? Eu acho que tem gente em nível suficiente que pague por atendimento rápido e pessoal no setor de telefonia móvel. Qual é o brasileiro que vai liderar a empresa? Hey, alguém que trabalha em operadoras de telefonia, por favor, pelo-amor-de-deus, se demitam e criem uma empresa decente! Tá na hora! Vamos perder a oportunidade? Vamos ter que esperar o Richard Brandson invadir o Brasil? Cadê o brasileiro empreendedor?
... escrito por Silvia, julho 09, 2008
É um absurdo mesmo a forma como somos atendidos pelas telefônicas! Na hora de comprar ou fazer "upgrade" é tudo uma maravilha.... já depois que a venda foi feita parece que estamos tratando com coutra empresa! A solução "menos pior" que tenho encontrado para resolver meus problemas é registrar as reclamações no site da ANATEL.
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Ninguem que é cliente de alguma operadora telefônica existente irá discordar de seu ótimo texto. Infelizmente o SAC - Serviço de "Atendimento" do Consumidor - destas empresas existem mais no plano prático do cliente, sendo impossível entrar em contato com algum responsável e driblado de uma forma robótica por tele-ouvidores que aparentemente são treinados para o serviço massante que somos submetidos.
Por isso, considero caso perdido qualquer assunto que tenha a ser recorrido a gestão de atendimento público das empresas telefônicas, uma simples requisição de saldo de seu telefone móvel, torna-se um sério candidato a dor de cabeça para seu cliente.
Dessa forma, aderí dois modos de protesto a este tipo de situação de descaso. O primeiro foi assumir o plano menos rentável para a empresa telefônica em relação a minha pessoa, o pré-pago. O segundo, gostaria de divulgar e instigar ao público cliente a procurar os serviços judiciais de casos especiais, a popular JUSTIÇA DE PEQUENAS CAUSAS. Procure o foro regional mais próximo de sua residência e faça a mais simples ocorrência a ser impertinente, acreditem, é a forma mais rápida, simples e barata de ser atendito pelas operadoras de forma eficiente, o serviço é público e gratuito.
Exigam seus direitos, não hajam de forma pacífica ao descaso, recorra a justiça comum,infelizmente o PROCON é muito fraco contra estas oligarcas empresas, servindo apenas para as estatísticas do texto de nosso amigo. Enquanto haver esta posição da empresa prestadora de serviços é preciso ranger os pulsos contra os mesmos exigindo nossos direitos até sermos atendidos de um forma íntegra e digna de um fiel cliente.