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Escrito por Felipe Besouchet   
16-Jan-2008

Cortar os custos e aumentar e eficiência. Foi desta maneira que Mark Hurd conduziu a Hewlett-Packard desde que assumiu o cargo de CEO na empresa. O Reservado executivo, que em três anos comandou a volta por cima da gigante do setor de tecnologia, foi eleito pelos editores e leitores da revista BusinessWeek como “business person” do ano.

 

Mark Hurd, CEO da maior empresa de tecnologia do mundo, não procura os holofotes. Ele não frequenta as grandes conferências de negócios e economia como o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que será realizado em breve. Hurd não gosta de expor-se e nem de gabar-se. Toda a sua energia parece ser direcionada para uma só tarefa: conduzir a Hewlett-Packard (HPQ).

Seu foco no trabalho está gerando frutos. No ano fiscal de 2007, encerrado em 31 de outubro, as vendas da HP cresceram 13,7% chegando à 104 bilhões de dólares e o lucro deu um salto de 17% chegando a 7.3 bilhões de dólares. Estes números se traduziram em excelentes resultados para os acionistas também. Em 2007, a empresa sediada em Palo Alto, Califórnia viu suas ações valorizarem 23% chegando ao preço de US$ 51,36, comparada ao ganho de 13% da IBM e a desvalorização de 2% na Dell, suas principais concorrentes.

Não é de se admirar a escolha dos editores e leitores da BusinessWeek indicando Mark Hurd como o homem de negócios do ano em 2007. O executivo reservado, que arrumou a enorme bagunça no Vale do Silício, derrotou nomes de peso na lista dos melhores executivos (business person) incluindo o seu “vizinho” no ramo tecnológico, Steve Jobs da Apple e Rupert Murdoch da News Corp. Hurd se destacou por sua extraordinária habilidade em comandar uma gigante empresa no complexo e extremamente competitivo mercado da computação. Durante os seus três anos como CEO na HP, a empresa se tornou um raro exemplo de sucesso no delicado equilíbrio de vender para consumidores pessoais e para o setor corporativo.

Seguindo o Caminho Certo

Hurd, com 50 anos, é um exemplo de gestor que luta e trabalha em um negócio buscando trazê-lo para a direção correta. Para isso ele busca principalmente: enxugar as despesas e aumentar a eficiência. Quando Vyomesh Joshi, que lidera a área de impressão da HP, falou ao seu chefe que estava transferindo a equipe de impressão P&B de Boise (EUA) para a China, onde existe o maior potencial de vendas para estas impressoras, ele obteve a aprovação de Mark Hurd e seu apoio sem hesitar.

Como dito por Jack Welch, a HP se tornou mais disciplinada e saiu de mercados em que não está entre as líderes, como é o caso das câmeras digitais. “O mais importante para nós é construir um plano e estratégia de longo prazo para a organização, e nós seguimos este caminho” – Diz Mark Hurd.

De fato, muitas coisas deram certo para ele e a HP em 2007. Com uma fatia de quase 20% do mercado mundial de PC’s, a HP se manteve firme no topo de acordo com a IDC (a Dell perdeu a liderança em 2006 e hoje está em segundo lugar com 15,2% do mercado). Como a HP conseguiu dar a volta por cima em um negócio que ia mal há poucos anos atrás? Adotando a estratégia conhecida na empresa como “descomoditização” ou seja, construindo computadores como mais do que simples caixas padronizadas iguais para todos. A HP redesenhou suas máquinas adicionando nelas diversas funcionalidades, como a que permite que você assista dvd ou escute músicas sem ligar todo o equipamento e sem iniciar o sistema operacional.

Construindo um Portifólio de Software

HP também trabalhou no design de seus computadores, dando a eles um acabamento preto com brilho, buscando possibilitar o uso dos mesmos nas sala de estar das casas. Além disto, foi lançada uma campanha publicitária com celebridades. Os consumidores responderam. De acordo com a empresa de pesquisa TcehnoMetrica Market Inteliggence, 14% dos consumidores de computadores citaram a HP como sua marca preferida, em 2006 este número não chegava a 10 %.

Mark Hurd revigorou também o negócio de software. Em 2005, a unidade de software da HP registrou prejuízo operacional. A companhia simplesmente não tinha um portifólio de software que interessasse os clientes corporativos. Entretanto uma sequência de aquisições como a Opsware e a Mercure, envolvendo transações bilionárias ajudaram a alavancar o negócio. Em 2007, a receita da unidade cresceu 78% atingindo 2.3 bilhões de dólares. Já o lucro da unidade foi de US$ 347 milhões, enquanto um ano antes a mesma área havia lucrado apenas 85 milhões de dólares.

Desafio pela Frente

O executivo que, antes da HP, foi CEO da NCR, tem para 2008 um grande obstáculo. A meta de vendas para o ano é de aumentar a receita da empresa em 7%, o que se torna uma tarefa bastante complicada se considerarmos o tamanho da empresa e a marca atual de mais de 100 bilhões de receita. Além disto, a HP encontra-se em uma zona confortável como líder da maioria dos setores em que atua, o que pode desacelerar o crescimento em função da acomodação em relação aos concorrentes.

 

Fonte: BusinessWeek


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Comentarios (1)Add Comment
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escrito por Daniela Costa, janeiro 16, 2008
Equipe da FYI, que legal saber que vocês tem produzido um conteúdo de qualidade, cheio de novidades. Não tinha visto esta notícia da HP ainda nos sites brasileiros. Parabéns!

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