| Série Política de Dividendos: A História dos Dividendos |
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| Escrito por Felipe Besouchet | |
| 18-Jan-2008 | |
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No início do século XVI, capitães de navios britânicos e holandeses começaram a vender, a investidores, direitos sobre os resultados das expedições. No retorno da viagem, o dinheiro arrecadado com a venda da carga era distribuído proporcionalmente entre aqueles que patrocinaram a viagem. Estas distribuições dos resultados, que liquidavam o empreendimento, eram chamadas de liquidating dividends. No fim do século, estes direitos sobre parte dos resultados da viagem começaram a ser negociados no mercado aberto. Entretanto, depois de certo tempo, os investidores se deram conta de que a liquidação completa dos direitos no fim de cada viagem era ineficiente; além de que os custos de start-up e de liquidação para novas “ventures” eram significativos. A confiança crescente dos investidores no sucesso das viagens fez com que ao final das viagens somente 20% dos lucros fossem divididos, em troca da não liquidação dos direitos e participação nos resultados de uma próxima viagem. Os antigos direitos somente de resultados foram substituídos pela “posse da parte” do empreendimento. O conceito de firmas sem a vida finita como a de uma viagem deu origem aos primeiros regulamentos sobre pagamento de dividendos. Por volta de 1700, o Parlamento Inglês tinha criado dois padrões que regulavam pagamentos de dividendo: a regra do lucro e a regra do capital prejudicado. O sucesso da estrutura de “ações” de companhias de transporte se espalhou pelas novas e numerosas indústrias no final do século XVII por setores como a mineração, a operação bancária, o varejo... A partir daí a prática de distribuição de dividendos se tornou rotina principalmente nas empresas norte-americanas. Aos poucos, as empresas começaram a criar políticas de distribuição de dividendos regularmente para atrair investidores. Com uma análise das distribuições durante o tempo, alguns autores concluem que esta prática é um fenômeno cultural, influenciado pelos costumes, a opinião, os regulamentos, a opinião pública, as percepções , as circunstâncias econômicas gerais e diversos outros fatores, impactando empresa diferentes de maneira diferenciada. No Brasil, a história dos dividendos é bastante recente. Em nosso país, o pagamento de dividendos de maneira consistente é uma prática pouco difundida entre as empresas de capital aberto. De uma maneira geral, o investidor brasileiro é remunerado pela valorização das ações e não por dividendos distribuídos. Entretanto, de uns anos para cá, algumas empresas adotaram uma política de dividendos consistente, com pagamentos periódicos e sem grandes variações em termos de porcentagem sobre o investimento. Dentre estas empresas podemos citar: Gerdau, Marcopolo, Unibanco, Vale do Rio Doce , Banco Itaú Holding Financeira, Itaúsa, Souza Cruz, Sadia, Petrobras... Fique atento nos próximos artigos da série Política de Dividendos: - O que são dividendos?
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