O recado sobre o crescimento econômico nos próximos anos foi dado. Não por Ben Bernanke ou Alan Greenspan, presidente e ex-presidente do Federal Reserve (Banco Central dos EUA) respectivamente, mas sim por Roger Agnelli, presidente da Vale do Rio Doce.
Ao anunciar no dia 18/02/2008 um reajuste no preço do minério de ferro em 65% nos contratos com siderúrgicas asiáticas e européias, Agnelli mostrou que a demanda pelas commodities metálicas está elevada e que assim continuará nos próximos anos. Este é um sinal claro de crescimento econômico. Os problemas advindos dos Estados Unidos ainda trarão grande dor de cabeça para o mercado. A participação da economia norte-americana no PIB mundial, porém, está reduzindo ano após ano. A previsão de crescimento das economias emergentes e em desenvolvimento é de 7% para o ano de 2008, enquanto dos países desenvolvidos é de 2%. A participação dos primeiros na economia mundial está em 52%, enquanto do segundo grupo é de 48%. A tendência para os próximos anos é desta distância aumentar. O crescimento do PIB do globo será ditado pelos emergentes. Os países desenvolvidos, que sempre foram os grandes atores econômicos, serão coadjuvantes nos próximos anos. A demanda por commodities continua aquecida. O recado foi dado pela Vale do Rio Doce, a estatal que virou um dos maiores players do mercado de minério de ferro mundial.