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A crise americana é mais profunda do que parece PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Tiago Sommacal   
04-Fev-2009

A crise econômica americana recente está escancarando um problema muito mais grave que a falta de regulação do sistema financeiro. Setores da indústria americana ainda não perceberam que o mundo mudou. Os EUA precisam é de uma nova estratégia para superar a concorrência de países asiáticos emergentes.

Um artigo recente de Daniel Lycos no Washington Post, "Silicon Valley Wants to Stay On the Road to Prosperity", coloca o problema da crise econômica americana de uma perspectiva emprendedora e interessante. Nas últimas duas décadas, enquanto as montadoras de Detroit ignoraram a ameaça das rivais estrangeiras e continuaram a fabricar os tipos errados de carros, companias baseadas em tecnologia foram responsáveis pelo grosso da inovação e lucros gerados nos Estados Unidos. Ao contrário de implorar por ajuda governamental, cientistas de companias inovadoras dizem que é preciso que o Governo Americano aumente o gasto com ciência, tecnologia, engenharia e matemática, sob o risco de empresas como Apple, Cisco, HP, IBM, Microsoft e Oracle serem superadas por rivais estrangeiras. "É preciso reforcar o que é forte", afirmam. Os cientistas também argumentam que pesquisadores indianos que obteram PHD nos EUA não estao mais ficando na América, retornando à Ásia - não por razões sentimentatis, mas porque há mais oportunidades lá. Outro indício do atraso americano quando o assunto é incentivo à inovação vêm da China, cujo governo está criando o maior centro de pesquisa em nanotecnologia do mundo e oferecendo bolsas de até US$100 milhoes para cientistas veteranos, o que nos EUA é praticamente impossível.

Em tempos de crise severa nos EUA, o Obama definitivamente teria mais sucesso se optasse por seguir o conselho desses cientistas em matéria de intervenção econômica. Não sei se vocês notaram, mas a crise econômica recente, na realidade, está escancarando um problema muito maior que a falta de regulação sobre hipotecas imobiliárias ou o sistema financeiro. A crise está forçando a indústria americana a sincronizar seu papel, função, estratégia a um contexto mundial em que Índia e China ganham proeminência. Essa é a questao que naum quer calar. Os EUA parecem acordar para essa questão apenas agora e, talvez, tardiamente, Obama acabe optando por estimular o desenvolvimento de companhias jovens capazes de criar e financiar a prosperidade americana futura, ao invés usar os dólares governamentais para anestesiar o sofrimento das gigantes automotivas. Pra falar a verdade, o Presidente deveria é permitir a morte natural dessas montadoras de uma vez, em um golpe só. Alguém vai ter que sangrar - e que sejam as gigantes adormecidas que as jovens inovadoras. (Ricardo) Semler jah dizia que, se é preciso tomar decisões drásticas que causem dor, que seja breve e no início. Obama, a hora de agir é agora.

Via sommacal.posterous.com

Comentarios (1)Add Comment
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escrito por Gilberto Silveira, fevereiro 27, 2009
Tiago, acho que as soluções até agora propostas pelo governo americano só "suja" mais e mais dinheiro. Concordo que a solução não virá a curto prazo e que investimentos em ciência e tecnologia podem ajudar muito mais... só que eles querem é remediar a m**da rápido, e acho que isso não vai funcionar.

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