| Você gosta de Novalgina? |
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| Escrito por Rafael Francisco Antoniolli | |||
| 01-Ago-2008 | |||
Claro, antes de começar a falar sobre o tema deste artigo quero apenas salientar que não tenho nada contra este remédio. Inclusive digo que a fórmula atual é bem gostosa e diferente daquela de anos atrás! Porém, o negócio aqui leitor FYI é realmente lembrar à antiga Novalgina. Nossa...como eu odiava ter que tomar aquele remédio. Diante da pressão dos preços, o Banco Central está aplicando um medicamento não menos amargo na nossa economia. A dúvida é que infelizmente talvez este remédio não faça a gente melhorar. O artigo escrito pela redação da revista Istoé Dinheiro – autoria de Luiz Fernando Sá – exemplifica bem o que estou querendo dizer. E acredito que muitos aqui concordem com isto: “O problema do País hoje parece não ser a política monetária baseada nos juros altos, mas a completa ausência de opção a ela. Falta-nos uma gestão fiscal mais eficiente, estamos carentes de um programa de cortes de despesas públicas, embora ventos favoráveis a medidas como essas tenham soprado abundantemente nos últimos anos.” Concordo inteiramente com o Luiz Fernando, e faço a seguinte leitura através do trecho acima. • Ainda bem que empresas de fora estão investindo como nunca no Brasil. Algumas das incipientes práticas de gestão e controle fiscal surgidas nos últimos tempos devem-se a elas. Um projeto de negócio é feito também de reciprocidade por parte dos governantes, e talvez os “ventos favoráveis” não estivessem acontecendo se grupos estrangeiros não estivessem investindo capital fixo no Brasil. • Apesar dos pesares, o vento ainda não virou “ventania”! E por isso que o remédio não fará a gente melhorar tão cedo. Exemplos? Vários! Desafio qualquer leitor aqui a elogiar a recente tentativa do Senado em criar 97 novos cargos não concursados. O custo da brincadeira? R$ 12.5 milhões. Cigarros Vila Rica pra nós novamente! Lamento termos que passar por esta situação amarga – porém necessária – dos juros altos. É um custo de oportunidade incrível dado aos recordes de arrecadação registrados recentemente. Por que o governo arrecada mais e mais? Simples. Capacidade da indústria no limite e postos de trabalho sendo criados. Ainda mais do que isso. Novos acordos salariais fechados com as classes trabalhadores que assim garantem um maior poder de compra para o assalariado brasileiro daqui pra frente. Se o governo não dá um jeito de gastar menos, o trabalhador brasileiro terá que pagar a conta do dragão nos seus financiamentos. Crédito absurdamente caro...quem já não conhece esta estória? A saída? Se eles não gastam certo, vamos nós poupar e não gastar! Quem sabe da próxima vez não apliquem a Novalgina com gosto bom na nossa economia! Hmmm! Comentarios (2)
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escrito por Filipe, agosto 01, 2008 ... escrito por Juliana Antoniolli, agosto 01, 2008
A Novalgina, clássica apresentação da dipirona sódica, com ou sem sabor, o efeito é o mesmo. O sabor "mascara" a ação do medicamento, para parecer mais gostoso. É o que tem acontecido com o sobe e desce dos juros - o efeito é o mesmo, porém está mascarado pelos "ventos favoráveis", o delicioso sabor de morango ou cereja da nova Novalgina...
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Naldecon = Redução dos gastos públicos...
Relembro que, apesar da Novalgina ter gosto amargo e nunca ter apresentado efeito para mim, o Naldecon sempre foi mais eficiente e mais saboroso!
Até