| Um País de Classe Média |
|
|
|
| Escrito por Felipe Besouchet | |
| 13-Set-2008 | |
Hoje eu estava lendo mais uma das matérias do The Economist e achei interessante compartilhar com os leitores do FYI. É sobre o crescimento da classe média no Brasil. Certamente este é um fenômeno sócio-econômico que nós brasileiros podemos notar principalmente na última década. Lembro que, durante meu segundo grau, escutei muitos professores falando que o Brasil era o país onde havia a maior disparidade de poder econômico entre ricos e pobres. Pois agora a desigualdade social já não é mais uma etiqueta colada em nossa testa.Eu já tinha apontado este fator há alguns meses no post O Novo perfil do consumidor brasileiro, mas aqui vão algumas informações mais detalhadas e sob outro ponto de vista. Uma frase na matéria me chamou atenção: “O Brasil, antes conhecido por seus extremos, agora é um país de classe média”. Não que isto seja um grande orgulho ou um lugar onde se deseja estar, mas pelo menos saímos da situação anterior, extremamente negativa. A ascensão social é uma r De acordo com a FGV, a porcentagem de brasileiros considerados de classe média subiu de 44% em 2002 para 52% entre em 2008. Ao lado um gráfico que aponta a evolução da desigualdade social no Brasil desde 2002. A FGV aponta duas principais causas para este fenômeno sócio-econômico. A primeira é a educação, por incrível que pareça. A questão é que, apesar de ainda não termos um nível de educação bom, ele já foi muito pior. Os jovens e universitários de hoje estudam, em média, 3 anos a mais que os jovens na década de 90. A segunda causa apontada pela FGV é a formalização dos empregos. Na reportagem a revista cita: "O ritmo da criação de empregos formais está se acelerando, com 40% mais empregos criados nos 12 meses até julho do que no mesmo período do ano passado, o que, em si mesmo, é um recorde.” Particularmente eu incluiria nesta análise da FGV um terceiro fator: os programas assistencialistas do governo atual. Bolsa Família e Bolsa Escola são uma forma direta do Estado intervir na distribuição de renda. Chamou-me muita atenção, na reportagem, o comentário de um consultor da McKinsey, que é bastante interessante para os “marketeiros” de plantão, e diz que a nova classe média brasileira é particularmente preocupada com o consumo. Para ser mais claro, apesar de evitar os produtos e lojas de luxo que atraem aos ricos, este público não gosta de comprar coisas que pareçam baratas.
A revista cita também o quão famosas são as novelas no Brasil e a influência que as mesmas têm na atitude do consumidor. Segundo eles, as produções cariocas são compostas por personagens de classe média alta e refletem um mundo onde belos atores, brancos, vestindo roupas casuais caras vivem em um eterno verão, atendidos por empregadas. Para a revista, isto pode explicar a força das indústrias de beleza, principalmente a de cosméticos, cirurgias plásticas e de ginástica. Outro ponto de destaque é o rápido crescimento do crédito no país. Só no último ano o volume de crédito cresceu 20%. Este fator, que afeta o poder de compra da classe média, está assustando alguns bancos e instituições financeiras. Nosso povo tem aquele velho hábito de empurrar tudo com a barriga. Muitas vezes pensa só no valor da parcela e vai se endividando. Comprar à vista, pra quê? Muitos acham que os bancos já passaram dos limites, mas não querem reduzir o crédito para não perder market share. A matéria ainda continua falando sobre os impactos políticos destas mudanças. Preferi parar por aqui mesmo até porque o texto já ficou muito extenso! Espero que tenham achado as informações interessantes. Até a próxima! Comentarios (0)
![]() Escreva seu Comentario
|
| < Anterior | Seguinte > |
|---|
|
| Início |
| O que é FYI? |
| Quem Somos |
| Entre em contato |
| FYI TV |
| FYI Entrevista |
| Links |
| FYI na mídia |
| FYI Twitter |
Cadastre-se aqui para receber as novidades do FYI