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De uns anos para cá, encontrar profissionais jovens em cargos de liderança tem se tornado cada vez mais comum. São várias as razões que levam os jovens líderes a ocupar cada vez mais espaço no mercado de trabalho, mas com certeza o perfil deles tem contribuído para isso.
Os jovens líderes são cheios de energia, criativos, têm sede por desafios e possuem uma capacidade de aprendizado e adaptação mais velozes. Além disso, reconhecem o valor de uma boa formação acadêmica, têm interesse pela troca de experiências com outras culturas e estão constantemente em busca de novos conhecimentos.
Desta forma, acabam conquistando espaços anteriormente ocupados por profissionais com mais experiência.
E é neste ponto que executivos da área de Recursos Humanos encontram resistências com relação aos líderes com pouca idade. Eles acreditam que existem alguns obstáculos para a maior participação dos jovens profissionais no mercado de trabalho, como falta de experiência em situações complexas vividas no dia-a-dia de uma empresa, imaturidade, desequilíbrio emocional, déficit entre o aprendizado acadêmico e a "universidade prática" e dificuldade de relacionamento com os mais velhos.
O que fazer, então?
Na minha opinião as empresas não podem desperdiçar a oportunidade de contar com excelentes profissionais em seu quadro funcional simplesmente pela falta de experiência. É preciso investir – mais em tempo, do que dinheiro.
Tanto as empresas, como os profissionais, devem investir nas habilidades humanas, compensando a formação excessivamente técnica. Uma sugestão é colocar os jovens líderes em contato com líderes que já possuem habilidades de gestão, para que assim eles aprendam também.
Vale lembrar: os jovens de hoje têm uma capacidade de aprendizado muito mais rápida. Afinal, eles estão inseridos desde muito cedo numa sociedade em que a informação circula de forma mais veloz.
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