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Baseado no Texto de Thomas Stewart
Harvard Business Review - Outubro de 2007
O velho ditado sobre sapos e água quente está errado. A estória diz que ao colocar um sapo em uma panela de água fervendo ele vai pular para fora e sobreviver. Entretanto, ainda este ditado conta que ao colocar o mesmo sapo na panela de água fria, e esquentar a água lentamente o sapo vai ferver até morrer.
Esta é uma boa metáfora para usar quando se fala de gestão de mudança, ela funciona bem quando queremos ilustrar a necessidade de lutar contra a complacência. Entretanto é uma fábula, não é ciência. De fato, o que acontece é justamente o oposto. O sapo jogado na água fervendo provavelmente morrerá instantaneamente enquanto o sapo colocado em água fria vai pular e se salvar assim que a água começar a aquecer.
Ironicamente, a fábula e a ciência se aplicam igualmente à um dos mais importantes desafios recentes da humanidade, o aquecimento global. O planeta está esquentando e nós somos responsáveis por isso. Não há dúvidas que os efeitos serão ruins, se não catastróficos, e de abrangência global. Estes fatos são irreversíveis. A má notícia é que a mudança climática acontece de maneira lenta, literalmente de grau em grau, e pode ser que fiquemos “de braços cruzados”, exatamente como o sapo do ditado, até o momento que seja tarde demais.
Por outro lado, a boa notícia é que a lentidão da mudança climática também consiste em um prazo maior para se trabalhar, assim como o sapo faria na realidade. Além disto, outra notícia boa é que não fazer nada a respeito do clima coloca os negócios e a população em perigo, existem fortunas a serem feitas e outras a serem preservadas por aqueles que tomarem ações preventivas neste novo panorama. Já se fala em alguns periódicos que o investimento em venture capital na Califórnia têm migrado de ramo e hoje está mais focado em reduzir as emissões de carbono do que na exploração de silício. Os investimentos em redução de emissões cresceram 8 vezes em apenas seis meses em 2006.
Só o tempo pode dizer qual será nossa atitude perante este novo fenômeno global. Se não quisermos “morrer cozidos” como o sapo da fábula é essencial que saibamos reagir de maneira rápida às mudanças climáticas e tomar a atitude de “pular fora da panela” o mais rápido possível.
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