Em tempos de crise, os economistas trazem todos os dias novos e mirabolantes indicadores. Exemplos? Vários. A lista começa com resultados das empresas, vendas no varejo, vendas no atacado, inflação, custo do crédito, índice de confiança do consumidor, desempenho das bolsas, valor do dólar, euro, real, etc, etc e etc...Porém, pergunto se há algo que mais impressiona a gente do que empresas anunciarem cortes de 1, 10, 100, 1.000 ou ainda 10.000 postos de trabalho?
Esta semana durante uma aula de marketing para o setor de lazer e turismo o professor perguntou aos alunos qual era a maior indústria do mundo. Bom, não preciso dizer que a resposta era: lazer e turismo. A afirmação me intrigou, honestamente não acreditei muito no que o professor tinha dito e resolvi pesquisar melhor. A verdade é que é difícil classificar qual a maior indústria do mundo, muitos setores se misturam... entretanto os números do turismo realmente impressionam. Além disto, relatórios do primeiro semestre de 2008 apontam que a indústria ainda não foi abalada com a crise financeira. Vale a pena dar uma olhada!
Desde que desci no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, para esta minha estadia na França diversas particularidades do país me chamaram a atenção. Língua, cultura, forma de se vestir, preços, arquitetura... enfim, nada além do que qualquer viajante percebe ao chegar em território estrangeiro. Porém, tem uma coisa que realmente me deixou impressionado por aqui, que é o patriotismo econômico. Pode parecer estranho, mas comecei a contar os carros na rua. De 50 carros que contei enquanto caminhava, 37 eram de indústrias francesas. Mais de 70%, realmente chama a atenção! Depois disto me perguntei: será que não falta um pouco de patriotismo para os consumidores e governantes brasileiros?
Por que o Mico está em voga no contexto econômico do momento? O pacote de US$ 850 bilhões aprovado pelo congresso americano tem a missão de salvar o sistema financeiro mundial. Isso os leitores sabem e não vou ficar repetindo os mesmos bla bla blas noticiados na última semana... Porém, o desconhecido para alguns é que nessa aprovação consta a redução de pagamentos milionários aos executivos que estão por trás das instituições financeiras que quebraram. Apresento para os senhores a fauna do FYI!
Hoje eu estava lendo mais uma das matérias do The Economist e achei interessante compartilhar com os leitores do FYI. É sobre o crescimento da classe média no Brasil. Certamente este é um fenômeno sócio-econômico que nós brasileiros podemos notar principalmente na última década. Lembro que, durante meu segundo grau, escutei muitos professores falando que o Brasil era o país onde havia a maior disparidade de poder econômico entre ricos e pobres. Pois agora a desigualdade social já não é mais uma etiqueta colada em nossa testa.